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  • 01/08/2018 | 09h13

A tecnologia dos aplicativos a favor do comércio e do consumidor

Por: Abram Szajman, presidente da FecomercioSP

O comércio varejista continua em processo de recuperação da maior crise que o setor já enfrentou. Os patamares atuais de vendas ainda estão abaixo dos registrados antes da crise, mas a tendência é positiva. Os principais fatores que determinam a decisão do consumidor de comprar estão melhores do que há um ano, como inflação e juros baixos. A geração de emprego, porém, ainda não é suficiente para deixar as condições econômicas das famílias num nível mais confortável.

Os desafios da atual conjuntura são diversos: instabilidade política, que limita o crescimento dos investimentos; aumento abrupto do dólar e inadimplência crescente. O varejo, no entanto, precisa seguir adiante e abrir caminho em meio às dificuldades. Melhorar a competitividade e a eficiência também conduz ao almejado aumento das vendas.

Esse trajeto, porém, passa pela inserção da tecnologia nos negócios. Algumas das grandes redes de hiper e supermercados adotaram estratégias exemplares sobre como os aplicativos trazem benefícios ao comércio e ao consumidor. Por meio dos chamados apps, é possível selecionar produtos que terão desconto em um determinado período, normalmente mensal.

Além disso, pode-se determinar um valor específico para que, se o consumidor o atingir, receba benefícios em troca: desconto na loja e crédito em serviços como academia e transporte, entre outros. O resultado será um processo de fidelização: o consumidor evita comprar em outro estabelecimento porque paga um preço mais baixo e, ainda, pode usufruir a recompensa.

Os pequenos e médios varejistas acreditam, muitas vezes, que o mercado de aplicativo e interação com cliente pela tecnologia é somente para os grandes. Ocorre, entretanto, que a tecnologia é um caminho sem volta, e quem estiver ausente vai ser penalizado pela concorrência.

Outros benefícios também são considerados quando se investe em tecnologia. Um deles é o melhor monitoramento e entendimento do perfil do cliente, o que, quando e quanto compra. Outro é a propaganda, que fica mais barata e eficiente, pois atinge um público selecionado. O investimento pode e deve ser feito de acordo com o tamanho do negócio e o perfil do público.

Com a crise, o varejo aprendeu que não adianta esperar o consumidor entrar pela porta da loja. Hoje, a vitrine do seu negócio pode ser vista pelos consumidores dentro do ônibus, no domicílio, na academia. É tempo de inovar e se adaptar a uma nova geração de clientes.

Fonte: Revista Eletrolar News ed.125

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