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  • 02/04/2018 | 11h27

A recuperação econômica já começou

Por: Appio Tolentino, superintendente da Suframa

Após um período de queda intensa, o ano de 2017 deu sinais de início do ciclo de recuperação econômica, o qual esperamos que se intensifique em 2018.

O Brasil passa por um profundo processo de transformação, que inclui reformas estruturais – teto de gastos, reforma trabalhista, reforma da Previdência e reforma tributária – e macroeconômicas, entre as quais ações de regulação setorial para maior eficiência e produtividade, controle fiscal e melhora do ambiente de negócios.

As reformas macroeconômicas deverão criar ambiente favorável aos negócios, e as reformas estruturais possibilitarão o aumento da produtividade do País. A perspectiva é que fatores como a acentuada queda da inflação e dos juros devam possibilitar a retomada da demanda doméstica, sobretudo do consumo das famílias brasileiras.

O ritmo de recuperação do mercado interno demonstra haver um impacto significativo sobre o crescimento do faturamento das empresas do Polo Industrial de Manaus (PIM), e o aumento do consumo das famílias irá exigir maior produtividade da indústria de transformação. Isso impactará diretamente o Polo, que, após ter sido afetado fortemente pela redução no consumo interno, poderá agora ter maior amplitude no ritmo de recuperação a partir da retomada da demanda interna.

Assim, nesse cenário de aumento de confiança por parte do consumidor e do empresariado, é necessário destacar a importância do papel do setor eletroeletrônico – o mais expressivo em termos de faturamento do parque fabril de Manaus – para a consolidação de suas taxas de crescimento.

Além disso, neste ano de 2018, na Rússia, haverá a realização do evento mais assistido do planeta: a Copa do Mundo. É de conhecimento geral que aumentam as vendas de produtos eletroeletrônicos, como os televisores, em decorrência de grandes eventos esportivos, como o mundial de futebol.

Outra expectativa é de aproveitarmos as condições favoráveis da economia internacional para ampliar as exportações. Há uma perspectiva, por exemplo, de produtos fabricados no Polo Industrial de Manaus acessarem a região sul da África, via Namíbia. Isso significa ingressar em um mercado composto por mais de meio bilhão de consumidores.

Por fim, esperamos que a continuidade do processo de recuperação da economia brasileira também se traduza em incremento na geração de empregos. A Zona Franca de Manaus (ZFM) emprega cerca de 90 mil pessoas diretamente. Gera mais de 450 mil empregos indiretamente na cidade de Manaus e mais de 2 milhões em outras regiões do País. Desejamos que ao final de 2018 tenhamos considerável elevação nesses números. Para isso, a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) está empenhada em trabalhar para cada vez mais impulsionar o PIM, com a atração de novos investimentos ao parque fabril, e também para desenvolver toda a área de abrangência da autarquia, que corresponde aos Estados do Amazonas, Acre, Rondônia, Roraima e Amapá.

Fonte: Revista Eletrolar News ed. 123

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