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Apesar da crise, compra de bens duráveis segue estável

Maior aumento foi no número de lares com máquina de lavar (5,7%); hoje, 61,1% do total de casas possuem esse eletrodoméstico

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Apesar da crise, a compra de bens duráveis se manteve estável no País, informa a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2015, que o IBGE divulgou nesta sexta-feira (25.11). O crescimento dos domicílios com fogão foi de 1,5%; com televisão, também 1,5%; com geladeira, 1,8%. O maior aumento foi no número de lares com máquina de lavar (5,7%). Hoje, 61,1% deles possuem esse eletrodoméstico.

A presença de automóveis subiu 2,6% em 2015 frente a 2014, e a de motocicletas, 1,6%. O que caiu foi o número de domicílios com microcomputadores – eram 48,5% dos lares com o aparelho, e passaram a ser 46,2%.
Foi a primeira vez, desde 2004, que o número de domicílios com computador caiu no País: eram 32,5 milhões e passaram a ser 31,4 milhões de lares. Isso se deu na esteira do aumento do acesso à internet via celular, que vem se tornando o único aparelho de telefone dos domicílios.

Em 2015, o Brasil tinha 102,1 milhões de internautas de 10 anos ou mais, o que equivale a 57,5% da população. A taxa pode estar subestimada, alertou a gerente da Pnad, Maria Lúcia Vieira. Isso porque muitos entrevistados, na hora de responder ao IBGE, não reconhecem redes sociais e aplicativos de mensagem como acesso à internet. Ou seja, embora usem esses aplicativos, afirmaram não utilizar a internet.

O número de usuários teve crescimento de 7,1% em relação a 2014 – foram 6,7 milhões de pessoas conectadas a mais. Em 2008, apenas 34,8% da população se disse usuária da internet. De 2014 a 2015, o maior crescimento do contingente de internautas foi no Norte, com 8,4%. Os maiores percentuais estão nos grupos de 15 a 17 anos (82%) e de 18 a 19 anos (82,9%).

Fonte: O Estado de S. Paulo

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