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Ações do varejo têm alta apesar de dúvidas sobre ritmo da economia

Entre os avanços de ontem, Lojas Americanas (3,36%), Magazine Luiza (3,05%) e Pão de Açúcar (2,90%) foram destaques.


Em meio às dúvidas sobre o ritmo de crescimento da atividade brasileira, as varejistas voltaram ao olhar dos investidores de bolsa. Os papéis do setor foram destaque do mercado de ações em dia de desempenho tímido do Ibovespa, que caminha para encerrar abril de forma anêmica, pautado pelo exterior.

A alta no rendimento dos Treasuries nos Estados Unidos limitou os ganhos para o principal índice, que encerrou com leve alta de 0,06%, aos 85.602 pontos. Entre os avanços de ontem, Lojas Americanas (3,36%), Magazine Luiza (3,05%) e Pão de Açúcar (2,90%) foram destaques. Enquanto o Ibovespa acumula pequeno ganho de 0,28% em abril, os três papéis já têm valorização de 4,67%, 1,96% e 12,68%, respectivamente.

Ontem, o Boletim Focus apontou nova redução na expansão do Produto Interno Bruto (PIB) este ano, a 2,75%. Relatório do BTG Pactual reforçou, no entanto, o interesse no varejo. A despeito da tendência de desaceleração e da perda de intensidade, o momento para o setor permanece sólido.

“Destacamos que os segmentos de alto crescimento – como e-commerce, com Magazine Luiza e B2W – e ações ‘premium’ como Lojas Americanas – continuam sendo nossas escolhas preferidas para tirar proveito da dinâmica positiva do setor nos próximos meses”, dizem os analistas Fabio Monteiro e Luiz Guanais.

O BTG dá ênfase também às ações de Burger King, Arezzo e Lojas Renner – todas com recomendação de compra – devido à expectativa pela combinação de vendas fortes e crescimento do lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) no primeiro trimestre. O Pão de Açúcar faz parte do grupo cujos dados podem ser menos animadores, embora melhores do que há um ano, enquanto outras empresas, como RD (ex-Raia Drogasil), podem ter um desempenho mais fraco, no geral.

Se de um lado as varejistas sustentam as apostas dos principais bancos de investimento, o mercado de bolsa, de maneira geral, segue com dificuldades para galgar uma tendência mais clara. Há três pregões seguidos, o Ibovespa oscila perto da resistência de 85.600 pontos e não encontra ímpeto para superar o forte nível dos 86.150 pontos – patamar considerado crucial, do ponto de vista técnico, para a bolsa seguir em movimento ascendente rumo às máximas. Em relatório, o Itaú BBA volta a mencionar esses níveis como “zona de congestão” para o índice.

A grande ênfase do mercado ontem, na ponta positiva, foram as ações da gigante Kroton, cujos papéis subiram 5,26% depois do anúncio da compra da concorrentes Somos Educação.

Na ponta oposta, as ações da Hypera, nova denominação da Hypermarcas, voltaram a liderar as perdas do dia, de 5,60%, ainda afetada pelos receios dos investidores das investigações da Polícia Federal envolvendo executivos e acionistas da empresa.

Fonte: Valor Econômico

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