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Abcripto: nova associação de criptoeconomia quer defender interesses do setor

A associação é lançada de olho em proteger os interesses do mercado e propõe até autorregulação


Representantes de setores ligados a tecnologias como criptomoedas e blockchain criaram uma organização para defender seus interesses: a Associação Brasileira de Criptoeconomia (Abcripto). A Abcripto reúne empresas do mercado como Mercado Bitcoin, Foxbit e Blockchain Research Institute Brasil.

A entidade deve servir como um ponto de unificação para discussões relacionadas ao blockchain e à criptoeconomia. Também tem pretensão de fomentar o desenvolvimento de inovação relacionada a esse tipo de tecnologia.

A associação nasce com natureza propositiva, diz o presidente da organização e economista-chefe do Mercado Bitcoin Luiz Calado. “A Abcripto chega com propósito de ajudar o mercado a criar ações positivas, como a autorregulação. Não vemos outra ação coordenada com esses propósitos com geração de valor para o seguimento neste momento.”

Além dele, a linha de frente da associação conta com Natália Garcia, diretora jurídica e sócia da Foxbit, e Carl Amorim, superintendente e membro do Blockchain Reaserach Institute Brasil. De acordo com os membros, apesar de sua concepção ter começado durante discussões entre membros das casas de compra e venda de moedas virtuais, o objetivo é abraçar discussões sobre blockchain em geral.

“A Abcripto nasce muito mais com viés de proteger interesses do mercado em vez de lutar por interesses individuais. Pensamos no ecossistema”, diz Natália Garcia. “Temos como objetivo estreitar laços com reguladores, como o Congresso e a CVM, e os informar da melhor forma possível.”

Um das propostas iniciais do grupo, aliás, é de sugerir uma forma de autorregulação. Por ora, não há um documento que mostre à sociedade a visão do grupo sobre esse tema. Um grupo de trabalho interno trabalha com essa discussão — de acordo com os fundadores, são mais de 70 pessoas integrando diversos grupos de trabalho para discussões de diversos temas.

Superintendente da organização, Carl Amorim fala que há preocupação em trazer membros diversos. Hoje, já estão lá representantes de fintechs, mercado de seguros e varejo. Mas há também quem não necessariamente use tecnologias relacionadas a blockchain, como cartórios e bancos, “que não necessariamente estão na criptoeconomia, mas certamente estarão”.

Um último perfil para o qual a associação está aberta é para entusiastas de tecnologias blockchain. Pessoas físicas podem fazer parte da Abcripto e participar dos debates propostos pelo grupo.

Fonte: Época Negócios

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