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73% dos brasileiros usam smartphone para jogar, diz pesquisa

Segmento dos jogos eletrônicos fechará o ano de 2016 com rendimentos de US$ 100 bilhões (cerca de R$ 332 bilhões, em conversão direta) no mundo todo, valor do qual US$ 1 bilhão (R$ 3,3 bilhões) é referente ao Brasil

jogos
Um estudo feito pela consultoria TNS a pedido do Facebook revelou a forma como a adoção crescente de dispositivos móveis vem mudando a forma como as pessoas interagem com jogos no Brasil. Mostrando os hábitos e preferências dos brasileiros e de pessoas de mais 11 mercados distintos, a pesquisa mostra que o comportamento do público com smartphones e tablets abre novas tendências e oportunidades para a indústria de games.

Previsões atuais indicam que o segmento dos jogos eletrônicos fechará o ano de 2016 com rendimentos de US$ 100 bilhões (cerca de R$ 332 bilhões, em conversão direta) no mundo todo, valor do qual US$ 1 bilhão (R$ 3,3 bilhões) é referente ao Brasil. A expectativa é essa seja a primeira vez que o faturamento de games para dispositivos móveis supere o dos títulos para PCs, chegando a um total de US$ 36,9 bilhões (R$ 122,4 bilhões) mundialmente.

“Me falaram que esse é legal”
O estudo da TNS contou com a participação de pessoas acima de 18 anos oriundas de 12 países que representam diversas regiões geográficas: América do Norte, América Latina, Europa, Oriente Médio e Ásia. Segundo dados levantados em todos os mercados analisados, os jogadores que costumam investir dinheiro em games encontram e baixam títulos levando em consideração principalmente indicações de seus amigos e conhecidos.

Nesse sentido, hoje as mídias sociais (mencionadas por 78% dos participantes brasileiros) aparecem com o principal meio por meio do qual os jogadores são influenciados a baixar algum jogo. Na sequência então serviços de foto e vídeo (60%) e apps de troca de mensagens (54%), entre outros fatores menos relevantes. Além disso, 31% dos entrevistados disseram que conhecem novos títulos só de ouvir falar sobre eles.

As informações indicam ainda que 25% dos participantes confiam nas indicações recebidas por meio das redes sociais e que a taxa de conversão para downloads a partir desses meios é de 28%. De acordo com a TNS, esses dados reforçam a importância do engajamento social para a divulgação de games, com a plataformas sociais servindo como o principal espaço de descoberta e de conversa para as pessoas que amam jogos eletrônicos.

Vale em qualquer lugar
Entre os participantes do estudo no Brasil, 73% afirmaram usar smartphones para jogar, número que coloca os celulares como o meio principal para esse tipo de atividade. Os computadores ficam em segundo lugar (71%), seguidos pelos tablets (36%) e consoles tradicionais (30%). 45% dos brasileiros afirmaram que jogam enquanto está a caminho de algum lugar, 33% enquanto esperam algo e 24% dos entrevistados confessaram jogar no trabalho.

A pesquisa também descobriu que homens e mulheres buscam experiências de jogos parecidas, especialmente no mobile. Enquanto os jogos favoritos das brasileiras no celular são os de estratégia (65% das entrevistadas), seguidos pelos de ação (55%) e os sociais (47%), os participantes do sexo masculino disseram preferir os jogos de ação (65%), além dos de estratégia (51%) e esportes (51%).

Uma das principais motivações para os jogadores é a competição amigável entre sua rede de conhecidos. Globalmente, as pessoas optam por se manter no jogo por se sentirem parte de uma comunidade e a probabilidade de que parem de jogar aumenta se os outros fizerem isso. No Brasil, o que mantém as pessoas em jogos são as conexões sociais, com alguns até decidindo pagar para subir de nível mais rapidamente que os amigos.

Fonte: TecMundo

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