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2° Smartphone Congress: relembre as principais discussões realizadas durante o evento

Profissionais da indústria e do varejo estiveram reunidos para debater diversas questões relacionadas ao universo do smartphone como plataforma de vendas e de relacionamento entre empresas e consumidores

No Brasil, eles somam mais de 120 milhões de unidades e já respondem por quase um terço das compras feitas pela internet. Por causa da importância que o smartphone exerce na vida das pessoas e do seu enorme potencial para a geração de negócios, o Grupo Eletrolar idealizou o 2° Smartphone Congress & Expo. O evento, que integra a programação da feira Eletrolar Show, foi realizado nos dias 18 e 19 de julho, no Hotel Transamérica, em São Paulo.

Neste período, profissionais da indústria e do varejo estiveram reunidos para debater diversas questões relacionadas ao universo do smartphone como plataforma de vendas e de relacionamento entre empresas e consumidores. A grande missão deste encontro foi, justamente, fornecer subsídios relevantes para ajudar o setor de eletroeletrônicos a explorar o canal online com eficiência. Confira algumas dessas discussões. A cobertura completa do evento será publicado na próxima edição da Eletrolar News.

Painel Indústria

Fotos Bruno Kawata - Uehara Fotografia

Fotos Bruno Kawata – Uehara Fotografia

Francisco Valim, fundador da Bambuza Capital
Após 10 anos de crescimento vertiginoso, as vendas globais deverão se limitar a expansão mais modestas (saindo de 70% em 2007 para 5% o ano passado). Mesmo com tendência de queda, o volume de vendas continuará bastante significativo. “Ele deverá chegar a 1,7 bilhão de aparelhos ao ano”, estimou Valim. A briga por market share, com o avanço de players ainda desconhecidos no País, em sua maioria fabricantes chineses, vai aumentar. Outro ponto importante é a disseminação do sistema operacional Android que já detém 90% das vendas. “Isso ameaça até mesmo a Apple”, alertou o palestrante. É preciso olhar para a relevância do segmento em longo prazo. “Surgirá alguma inovação tão revolucionaria quanto o iphone?”, questionou o executivo.
Igor Teixeira, gerente de Telecom da GFK
A inovação é algo imprescindível para a manutenção deste mercado, à medida que ele chega à maturidade em qualquer parte do mundo. “É isso que assegura a sua relevância”, explicou o especialista da GfK. Na base acumulada de produtos vendidos nos últimos 24 meses, os modelos 4G ainda representam 26% do mercado. “Teremos ainda duas Black Friday para atingir o ápice de vendas de 4G e, quando este momento chegar, ainda não teremos o 5G pronto. Qual inovação fará o segmento crescer?”, questionou. O mercado deve encontrar estabilidade, mas ainda não dá para afirmar em qual patamar ele vai se acomodar. “O smartphone hoje no Brasil não é uma categoria de substituição, é algo aspiracional. Teremos crescimento assustadoramente bom, com possibilidade de ser maior do que é”, disse Teixeira. Isso traz riscos ao varejo, cada vez mais dependente da categoria e obriga os lojistas serem assertivos no mix. Diante das margens apertadas, não pode errar – diferentemente de 2013, quando qualquer produto tinha boa saída.
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alcatel Fernando Pezzotti, presidente da Alcatel Brasil
Uma das questões que mais devem receber a atenção da indústria nos próximos anos é a segurança. “A quantidade de dados pessoais e financeiros gerados e armazenados pelos smartphones é imensurável. Isso tornará a segurança um fator cada vez mais importante”, observou Pezzotti. “É certo também que surgirão inovações no campo das baterias, que viabilizarão o lançamento de opções com maior durabilidade.”, acrescentou.
Marcelo Santos, o gerente de mercado e produtos da LG Electronics
Uma tendência que tende a se acentuar no futuro é a ampliação da capacidade de armazenamento dos smartphones e o desenvolvimento de telas maiores, sem que isso resulte em aparelhos com dimensões ampliadas. “Essa é uma demanda do consumidor que já vem sendo contemplada pela indústria. O consumo de mídia via smartphones cresce continuamente e isso amplia a demanda por melhor experiência de visualização e de navegação.”, observou o executivo.
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Painel Varejo

flecha João Pedro Flecha de Lima, CEO da Cabos Brasil Europa S.A.
Compartilhar experiências é uma alternativa nesta encruzilhada entre loja física e virtual, ambas em busca do mesmo consumidor. Um pode adotar as práticas do outro, salientou o mediador do painel. “O novo varejo está se tornando mais consultivo, muitos já tem Wi-Fi. O varejo tem feito muito bem ao combinar serviços com produtos.” O varejo físico aprende com o online e o inverso é verdade. Uma das iniciativas tiradas da loja física é o operador digital, que aparece na tela e explica as características dos produtos.
Sandra Turchi, CEO da Digitalents
O aumento da relevância do mobile para o varejo digital brasileiro é evidente: 31% das compras online efetivadas no primeiro semestre deste ano foram provenientes de dispositivos móveis. Até o final de 2017, segundo Sandra, essa proporção deve chegar a 40%. “Estamos perto do que ocorre nos Estados Unidos. Este cenário mostra que o mobile deixou de ser tendência e passou a ser sinônimo de convergência e conveniência”, declarou. “As empresas que ignorarem este movimento, estarão perdendo oportunidades de negócios.”
sandra
gfk Eliana Lemos, diretora da GfK para a América Latina
Pesquisa realizada pela GfK, com a participação de 1,5 mil pessoas, revela que 73% dos brasileiros apontam a internet como uma das questões que possuem maior interesse, seguido pelo computador (69,5%). Estes itens estão à frente de temas como filmes, viagens, alimentação e até beleza. A especialista também destacou que os aparelhos móveis estão sendo usados pelos brasileiros para uma quantidade maior de atividades. “Em 2009, o brasileiro realizava, em média, nove atividades pelo celular. Em 2016, essa demanda subiu para 12 funções”, observou.
Demétrius Oliveira, diretor da divisão Stores, Tablets e Acessórios da Samsung Brasil
Não há dúvidas de que o omnichannel é o caminho para o mundo atual, mas é preciso levar em conta a realidade brasileira, pois um dos itens que dificulta o processo é como conectar entidades jurídicas diferentes, como franquia e indústria, razão pela qual a opção passa a ser trabalhar com empresas parceiras. Cargas tributárias diferentes, por outro lado, inviabilizam que um produto seja vendido com lucro. “Sou a favor de iniciar o processo de modo pequeno, mas estruturado”, posicionou Oliveira.
samsung
Via Gilberto Pereira, diretor comercial de tecnologia da Via Varejo
“O consumidor não tem um carimbo de que é online ou é loja física, o que ele sempre quis foi uma boa experiência de compra que atenda ao seu desejo de chegar à loja, ter a informação precisa, pagar e levar o produto. Adoramos o mundo virtual, mas é preciso lembrar que a maioria das reclamações dos consumidores é em relação ao prazo de entrega. O consumidor é o centro da decisão e o varejo não pode abandoná-lo”, disse o diretor comercial de tecnologia da Via Varejo.
Fabio Gabaldo, diretor comercial de tecnologia do Magazine Luiza
Como integrar a experiência do consumidor que compra na loja física, no site ou pelo celular não á fácil. No Magazine Luiza, onde mais de 35% das vendas são mobile, a meta é oferecer o melhor aonde o consumidor estiver. “Acreditamos em plataforma única, os dois mundos se complementam, então, é preciso envolver a jornada com serviços adicionais, capturar mais valor, oferecer, por exemplo, seguro adicional. Isso é algo que o varejo físico tem mais facilidade de vender que o online”, destacou Gabaldo.
Fabio
Beni Beni Harari, diretor comercial da Allied
“É preciso vender produtos com tecnologia e agregar valor em todas as cadeias.”. destacou o executivo. A introdução do 5G acarretará outra evolução no varejo porque o acesso ao consumidor ficará mais rápido e variáveis poderão ser adotadas neste universo da multicanalidade para aumentar as vendas. Uma delas é atrair o consumidor a levar o seu smartphone usado ao ponto de venda e receber um voucher para comprar um novo. Neste caso, as tecnologias se complementarão muito bem. Uma realidade no varejo físico, a venda de serviços pode ser muito mais ampliada, uma vez que ele ainda não opera como deveria o seu banco de dados.
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